14.3.08

 

A distância faz-nos ganhar realidade, que perdemos quando estamos perto. À distância penso nas pessoas que estão longe, nas que estão perto e nas que estão aqui ao meu lado. À distância penso nas pessoas conhecidas e nas desconhecidas. À distância penso nas conversas que tive com pessoas, como eu e tu. Conversas estranhas, por vezes bizarras, mas sempre cheias de entusiasmo. À distância penso nas pessoas que gosto, não pessoas que não gosto e nas pessoas que não gostam de mim. Inimigos não tenho, logo não penso. Inimigos... bem talvez o meu maior inimigo, seja a consciência do meu "eu".

 

À distância , penso nas pessoas que me rodeiam e naquilo que lhes faço e digo. Todos a quem disse e fiz, deixo escapar esta confidência: faço e digo não de coração, nem de razão, mas por paixão. Sou apenas, um ditador interior, que me leva a um rigor exacerbado .

 

Como alguém um dia me disse:"tu és um génio, mas todo o génio, querendo tornar-se um génio, torna-se ditador do seu próprio mundo, do seu pequeno mundo". Nessa noite não dormi, só de pensar no meu génio. Mais tarde percebi, que esse pessoa não se referia a minha genialidade, mas a minha dificuldade de transportar o meu mundo, para o mundo comum.

 

À distância penso nas pessoas que gosto e que em determinadas alturas da vida me atiram pedras. Talvez o façam, sem razão, sem paixão, nem com o coração, mas o façam pela difícil interpretação do meu mundo.

 

À distância digo-vos, sou um génio, muitas vezes incompreendido, numa luta interior para mostrar o meu mundo.

 

À distância, não consigo culpar aqueles que me atiraram pedras, mas também espero que não me culpem a mim.

 

À distância penso que afinal a distancia pode não ser tão distante da realidade. A distancia está apenas a palavras da realidade.

 

Desenhos by pinguboy©

link do postPor pinguboy, às 15:50  comentar

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